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Ata do Encontro mensal no SESC, dia 28/08, às 19h

Encontro mensal no SESC, dia 28/08, às 19h

Presentes: Aline, Beatriz, Bruno, Caio, Rebeca e Susete

 

Dialogamos sobre as seguintes pautas:

 

  • grupo de estudos
  • espaço educador
  • esvaziamento dos encontros

 

Em suas últimas reuniões, o grupo de estudos identificou uma vontade coletiva pela vinculação dos estudos com a demanda prática, buscando articular ideias em torno da organização do espaço educador, ao invés de buscar referenciais teóricos para embasar as práticas. Acreditamos que em função da necessidade de um espaço educador e a falta de articulação do GT Espaço Educador, o grupo de estudos tenha assumido este papel. Trata-se de assumir em nosso caminhar uma proposta construtivista de estudo por projeto, ou seja, a partir da necessidade que vamos identificando em cada passo de nosso projeto, vamos aprofundando nossas pesquisas e estudos.

 

Os membros do coletivo que estiveram ativos nos últimos encontros sentiram o esvaziamento dos encontros e um dos fatores identificados como causa para tanto foi o fato de os encontros ocorrerem sempre no mesmo dia da semana e período. Além disso, o distanciamento causado pelos encontros mensais foi também percebido como desarticulador. Assim, foi encaminhado que os encontros passarão a ser semanais e em dias e horários alternados, aumentando assim a freqüência e permitindo a participação de mais membros.

 

Também e talvez mais necessário, o grupo sente que a organização do espaço educador poderá ser o grande despertar de engajamento e adesão de novos integrantes, além de outras atividades do grupo. Em função disto, para dialogar sobre o funcionamento, as possibilidades de espaço, seja de ocupar espaços públicos ou locados, alinhar e chegar num ponto de convergência entre as diversas visões de educação presentes do grupo, os sonhadores presentes entenderam a necessidade de ter encontros objetivos onde se sistematize questões que ainda estão em aberto.

 

Para dialogar e criar um documento contemplando e dando um direcionamento para a organização do Espaço Educador, foi proposto o início imediato da elaboração de um Projeto Político-Pedagógico, pois este abarca questões que são próprias da organização de um espaço educador.

 

Nossa agenda mensal ficou assim definida:

 

1ª semana (PPP): sábado, às 10h, no Parque Chico Mendes.

Durante a Feira Agroecológica, em meio à natureza, ótimo clima para conversarmos sobre educação. Por ser um espaço público, podemos sempre anunciar nossa roda de conversa para recebermos novos integrantes.

Crianças: Nossos filhos poderão se divertir enquanto falamos sobre o seu brincar.

Dia 6/9: Apresentação da assessoria prestada pelo Grupo Órion ao Gaia; Relato do encontro com Marcos Sorrentino e Carlos Rodrigues Brandão; Proposta de divisão da elaboração do PPP em etapas; Avaliação da proposta de formulário de pesquisa interna.

 

2ª semana (PPP): terça, às 19h, na Oficina Céu Azul.

Um ambiente mais reservado em que poderemos até usar um projetor. Para avanços mais aprofundados.

Crianças: Há uma brinquedoteca que as crianças poderão explorar enquanto conversamos sobre o seu desenvolvimento.

Dia 13/9: Avaliação das respostas da pesquisa. Revisão das etapas de elaboração do PPP.

 

3ª semana (Gestão): quinta, às 19h, no Sesc.

A ideia é que mantenhamos esse encontro para questões de gestão enquanto nos outros nos dediquemos ao desenho do PPP.

Crianças: No SESC há o espaço de brincar, mas temos que nos revesar para que sempre tenha um adulto junto.

Dia 20/9: Relato dos avanços de cada GT;

 

4ª semana (PPP): sábado, ás 15h, no Viveiro de Projetos.

Apesar de um pouco mais distante, o sítio é um ambiente bem bacana e depois do encontro rola a famosa Troca de Saberes na Fogueira, onde podemos aproveitar para celebrar nossos avanços. Também rola uma divulgação e recepção de novos integrantes.

Crianças: Há bastante espaço para os pequenos transitarem livremente.

Dia 27/9: Excepcionalmente haverá neste dia uma atividade com o Reletran (curso de capacitação de agentes sociais) e nossa roda de conversa receberá os participantes para um bate-papo sobre educação livre e apresentação de nosso coletivo.

 

Para cada encontro haverá uma pauta prévia e sugerimos àqueles que não puderem comparecer que nos enviem suas contribuições para que sejam consideradas em coletivo.

 

Ata redigida por Caio Rennó e Bruno Franques

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Ata do encontro do dia 17/7

Encontro Livre Sonhar: Somos o que fazemos com o que sonhamos

Quinta-feira, dia 17 de julho as 19h na comedoria do Sesc Sorocaba

  1. Jardim do Livre Sonhar: breve histórico e novos rumo;

Breve apresentação dos presentes e do histórico

  1. Núcleo Sorocabano da Aliança pela Infância;

Apresentação: Aline França

GT Aliança pela Infância

Cuidadora: Aline

Membros: Aline, Bia, Livia,

Próximo encontro dia 21/7 na Oficina Céu Azul

  1. Grupo de Estudos

Como essa retomada foi impulsionada pelas provocações do professor José Pacheco, que participou de um evento no Sesc apoiado por esse coletivo, vamos iniciar os estudos aprofundando um pouco nossa leitura a partir das propostas do mestre português. Pedimos a cada participante que leia algum livro ou artigo do professor para depois compartilharmos nossas leituras no dia de estudos. O encontro é livre e o Grupo é aberto, venha, chega mais e participe! Algumas sugestões de leituras foram listadas no site, mas podem ser outras, de acordo com a disponibilidade de cada um.

Proposta Rebeca: vincular o grupo à UFSCar sob coordenação do professor Geraldo Tadeu Souza (ex Amorim Lima e DC UFSCar)

Próximo encontro: 24/7 19h na Oficina Céu Azul – R Teresa Lopes, 708. Tema: José Pacheco, projeto Ancora, Escola da Ponte, Comunidade de Aprendizagem, Pedagogia Libertária, Educação Democrática

  1. Grupos de Trabalho;

GT Eventos

Cuidadora: Alita

Membros: Alita, Beatriz, Bruno, Sissa,

A função desse grupo é articular eventos sobre educação em Sorocaba e Região. Pensamos em montar uma lista com nomes de destaque em nossa área, como Tião Rocha, Ana Thomas e Carlos Rodrigues Brandão, para que este GT busque viabilizar a vinda deles para nossa cidade, em parcerias com o SESC, UFSCar, prefeituras e outras instituições. Esse mesmo grupo se encarregaria também de montar uma lista de filmes para promovermos cinedebates abertos à comunidade.

Outra função seria manter atualizada uma agenda em nosso site com os eventos na região e os principais encontros nacionais.

Por fim, uma lista com indicações de experiências que possamos organizar visitas, como já fizemos ao projeto Ancora.

Agenda:

Lançamento do filme “Quando sinto que já sei”

Dia 1 de agosto, sexta, as 19h, na Oficina Céu Azul – R Teresa Lopes, 708.

Participação nos cinedebate “O veneno está na mesa II”

Dia 31 de julho, quinta, às 19h no teatro do SESC

Participação nos cinedebate “Muito além do peso”

Dia 11 de agosto, segunda, às 14h na SEDES. Secretaria do Desenvolvimento Social. Rua Santa Cruz, 116 – Centro

 

Propostas:

Lançamento do filme “Tarja Branca”

Em articulação com o SESC para setembro

Um dia no Parque, Slow Kids

Proposto para o mês da criança, outubro

GT Projeto Espaço Educador

Cuidador:

Membros: Lívia, Isadora, Bruno, Sissa, Marta, Carla,

A principal missão desse grupo seria construir um projeto para um espaço Educador, com definição de uma proposta político pedagógica e orçamento completo, a fim de viabilizarmos a captação de recursos.

Pontão de Cultura Caipira

GT Comunidade de Aprendizagem Gaia

Cuidador: Susete

Membros: Susete e Edson, Sissa e Fábio, Alita e Adriano, Marcello e Francine

Um grupo de famílias que participam do coletivo Livre Sonhar foi formado recentemente a partir de demandas práticas de cuidados com seus filhos e passaram a reuni-los na casa de uma dessas famílias com revezamento entre os casais e a contratação de uma cuidadora ajudante. Esse grupo tem uma chácara em Araçoiaba que será destinada à construção de uma escola e caminha de maneira totalmente autônoma, sem no entanto se desvincular do Livre Sonhar. Tamo junto!

GT Participação Política

Cuidador: Caio

Membros: Alita, Caio, Bruno, Sissa, Ari

Esse grupo está sendo aqui proposto com o intuito de incidirmos na formação de políticas públicas e garantir a participação da sociedade civil nos espaços estabelecidos, como o Conselho Municipal de Educação.

Oficina Plano Municipal pela Primeira Infância

Dia 25/7 das 8h30 as 16h30, Uniso Aud D

“O objetivo da oficina será de alinhar o conhecimento sobre o Plano Municipal pela Primeira Infância para a sua elaboração. “A ideia é iniciarmos uma articulação entre o Poder Público Municipal e a sociedade civil para a formação de uma comissão visando a elaboração do nosso Plano Municipal pela Primeira Infância”, explica a vice-prefeita Edith Di Giorgi, secretária de Desenvolvimento Social.”

Participação em Conselhos Municipais

Conselho Municipal de Educação (CME), Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA), Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CAE), Conselho Regional de Cultura, Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS)

GT Comunicação

Cuidador: Bruno

Membros: Bruno, Ari,

Desde a divulgação dos eventos e encontros, passando pela publicação do desenvolvimento de nossos projetos até a articulação da dinâmica de comunicação interna, esse grupo cuida dos diálogos mediados, ampliando o alcance de nossas ações e contribuindo para a transparência dos processos.

  1. Informes e Convites

Música na Feira Agroecológica do Parque Chico Mendes

Dia 26 de julho, sábado as 10h: Marcos Boi, Mya Machado e Mari Marcato

1º encontro de formação do Comitê Diretivo Auxiliar da Oficina Céu Azul

21/7 Aliança pela Infancia

30/7 das 14h as 17h – 3º. Encontro municipalização dos ODM.

18h30 – bate-papo desenvolvimento infantil: rotina

04/08 às 18h30, aberto a todos interessados em somar com o desenvolvimento da oficina e novos projetos.

  1. Próximos Encontros

ENCONTROS MENSAIS
Todas as terceiras quintas-feiras de cada mês, a princípio sempre as 19h na comedoria do SESC Sorocaba. Nossa agenda de encontros mensais fica assim então:

21 de agosto
18 de setembro ou 20 no Parque Chico Mendes
16 de outubro
13 de novembro
18 de dezembro

 

Como a educação brasileira começou a mudar

Em todo o país, coletivos e escolas enxergam atraso dos métodos educacionais vigentes e constroem alternativas. É hora de mapear e articular este movimento

Por Tathyana Gouvêa, do Outras Palavras

Oficina do Projeto Autonomia, iniciativa da UnB, em Brasília. Lançada em 2012, procura investigar e refletir sobre práticas educacionais inovadoras

Junho de 2013. Homens e mulheres das mais diversas idades, classes sociais e etnias nas ruas do Brasil. De Norte a Sul, de megalópoles a pequenas cidades do interior do país, as manifestações populares ganharam as ruas e a mídia brasileira. Dentre as diversas reivindicações estava a melhoria da educação.

Para entendermos tal clamor das ruas é preciso compreender que o Brasil, por muitos séculos, teve um sistema educacional para poucos. Apenas com o Manifesto dos Pioneiros, de 1932, a educação laica, pública, gratuita, obrigatória e única entrou na pauta das políticas públicas. Durante todo o século XX a luta foi para garantir a educação de todos (uma nação que na época já tinha mais de 100 milhões de pessoas). Ainda na década de 1970 as dificuldades eram grandes. Mesmo conseguindo que todos estivessem matriculados no 1º ano, a desistência e a reprovação eram altíssimas, resultando em apenas 40% de alunos matriculados no ano seguinte. O sistema foi se adequando para reter os alunos na escola: criaram-se os ciclos, a progressão automática, e outras tantas estratégias para consolidar a escola como a principal, única e oficial instituição de transmissão dos conhecimentos socialmente valorizados, demanda esta introduzida inclusive por órgãos internacionais. No final do século XX o país tinha garantido a entrada e permanência, chegando em 2006 com 98% das crianças de 7 a 14 anos na escola. Mas essa marca foi alcançada com o crescimento do número de escolas e profissionais vinculados a elas sem valorizar a cultura local, a formação dos profissionais, as adequadas condições de trabalho, etc., resultando em um ensino massificado, baseado em apostilas e provas (internas e externas). É diante desse cenário que surgem as manifestações de 2013, cujo clamor era “melhorar a qualidade”, sem direcionar essa demanda para alguma solução, sem especificar o que a população entendia por qualidade.

Se por um lado a demanda é genérica nas ruas, as diversas pessoas que já trabalham por uma melhor educação nos diversos cantos do país apareceram nesse momento como articuladores, esboçando possíveis respostas. Ainda que evidenciem ou não em suas falas e ações a correlação com as manifestações (até porque a grande maioria deles já desenvolvia seus projetos antes disso), o fato é que é possível perceber no país um novo discurso se formando em contraposição à escola convencional. Os projetos que já existiam estão hoje mais fortes e atraindo maior interesse. Novos projetos estão sendo criados e algumas redes começam a se formar e ganhar força (como a Rede Nacional de Educação Democrática), culminando, por exemplo, em um novo manifesto, intitulado “III Manifesto pela Educação” (fazendo referência aos manifestos de 32 e 59, ambos seguidos e “abafados” por golpes de Estado).outras palavras

Diferentemente dos outros manifestos, este foi escrito por educadores e contesta a própria estrutura da escola. Suas proposições vão desde a comunidade de aprendizagem e o ensino integral em tempo integral até a permissão do ensino domiciliar. Este documento teve assinaturas coletadas por internet  e está aberto para contínuas contribuições e debate. Foi entregue em Novembro de 2013 ao Ministério da Educação durante a primeira Conane (Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação), realizada em novembro de 2013, em Brasília.

Conane foi um marco do movimento que vem ganhando força no Brasil por ter atraído diversas iniciativas de todo o território nacional, dando maior visibilidade a cada uma delas, fomentando também a troca de experiências e a criação de uma rede. O evento foi o resultado coletivo de uma série de iniciativas que vale a pena descrever, para exemplificar as redes que vêm se formando e como atuam.

O professor José Pacheco, da Escola da Ponte em Portugal, mudou-se para o Brasil e passou a trabalhar junto a escolas e projetos brasileiros (em 2013 chegou a fazer cerca de trezentas viagens para visitar os mais de cem projetos que acompanha pelo país). Inspirado por ele, um grupo de educadores criou em 2008 a rede “Românticos Conspiradores”. Essa rede se mobiliza principalmente pela internet, trocando informações e conteúdo, mas também realiza encontros presenciais, visando à superação do paradigma educacional vigente. Em 2012 fizeram o 3º Encontro Nacional da Rede Romântico Conspiradores. Por sua vez, o Coletivo Gaia Brasília, formado em 2012, ligado às práticas sustentáveis, e o Projeto Autonomia, criado em 2010 na outras 2Universidade de Brasília (UnB) para investigar e refletir sobre práticas educacionais inovadoras, começaram a se articular para fazer um evento em Brasília dando seguimento às atividades do Manifesto. Em 2013 ocorre ainda a chegada no Brasil de quatro europeus, motivados pelas notícias a respeito das manifestações, reunidos sob um projeto chamado “EduOnTour”. Este coletivo visava fazer um giro pelo país levantando diversas iniciativas, articulando e mobilizando a rede. Esses jovens reuniram todos esses interesses e propuseram o Conane. Além do evento, a iniciativa alimentou o mapa do Brasil no Reevo e terá ainda a produção de um documentário. A ideia de um levantamento de práticas também foi desenvolvida pelo coletivo Educ-Ação no livro “Volta ao Mundo em 13 escolas” e pelo “Caindo no Brasil”, que em breve terá um livro e um mapeamento lançados. Sobre mapeamentos é importante constar que a socióloga brasileira Helena Singer, em 1995, foi quem fez o estudo pioneiro no mundo levantando as práticas educacionais democráticas pelos 5 continentes.

Além de inúmeros coletivos que estão sendo criados, fomentando um novo olhar para a educação, as Fundações têm tido um importante papel dentro do movimento. Elas viabilizam algumas iniciativas e organizam diversos encontros para se pensar o futuro da educação. De maneira geral, atuam diante de uma abordagem tecnológica, buscando atrelar empresas de software, especialmente startups, com empresas educacionais, na tentativa de trazer inovação para a área, passando, portanto, por um redesenho da organização escolar.

É possível perceber que o movimento de repensar o modelo escolar vigente ganha força no país também em função dos conteúdos que começam a ser veiculados na grande mídia. A rede Globo e o grupo Abril têm veiculado reportagens, documentários, entrevistas, etc. em que escolas não convencionais são apresentadas ao grande público.filmes

Com uma abrangência menor, porém com uma comunicação mais efetiva e profunda, está uma série de filmes que tratam sobre um novo olhar para a educação e a escola, como o documentário argentino de grande repercussão no Brasil “Educação Proibida” (2012), ou ainda “Sementes do nosso quintal” (2012) e “Quando Sinto que Já Sei”, que será lançado este ano. Esses e outros filmes que tratam dessa temática, com destaque à infância, foram apresentados na Ciranda de Filmes em 2014, estimulando o olhar de muitos paulistas a uma nova e possível educação.

As práticas alternativas à escola convencional sempre existiram no país e no mundo, algumas sufocadas por movimentos ditatoriais, como os Colégios Vocacionais da década de 1960 em São Paulo, outras que desde que iniciaram suas atividades seguem se sustentando e se tornam cada vez mais estruturadas e de interesse para a sociedade, como as escolas Waldorf. A diferença que evidenciamos agora é a convergência dos discursos para a superação da escola convencional. Educadores, jornalistas, empresários e governo reconhecem, ainda que por razões diversas, o fracasso do sistema de ensino brasileiro e do modelo escolar vigente e partem, em certo grau juntos, para desenhar algo novo e que ainda é bastante incerto.

O foco na criança, no respeito ao seu ritmo e aos seus interesses, em uma escola que dialogue mais com a comunidade, com conteúdos ligados diretamente à realidade das crianças e jovens, com um espaço flexível, aberto e dinâmico, parece ser uma tendência. Mas em alguns importantes pontos essa discussão ainda não chegou, provavelmente por serem temas divergentes e não aglutinadores, em um movimento que ainda está se estruturando. Algumas dessas questões seriam: o papel do professor, o currículo, as formas de avaliação, a sustentação de projetos de caráter pessoal, o repasse de verba pública, a coexistência de modelos diante de uma rede pública estruturada, baseada em vestibular e avaliações externas, dentre outras. De qualquer maneira, é notável o avanço que o movimento teve em menos de um ano das manifestações no Brasil. Que os debates continuem e as possibilidades floresçam!

____

Este artigo é baseado na tese de doutorado que venho desenvolvendo desde 2012 e que será concluída em 2016 junto à Faculdade de Educação da USP. O objetivo deste estudo é analisar o movimento de renovação escolar que está acontecendo no Brasil. Se você tem comentários, criticas ou sugestões que possam contribuir com esta investigação, por favor, me escreva! (tathyana.gouvea@gmail.com)

Por Tathyana Gouvêa, do Outras Palavras – http://outraspalavras.net/brasil/como-a-educacao-brasileira-comecou-a-mudar/

 

 

Livre Sonhar: novos rumos

O encontro da última quarta-feira, dia 18 de junho marcou uma importante retomada para as articulações do nosso coletivo. Novos sonhadores vieram somar e aumentar nossa potência de ação! E um grupo dos antigos compartilhou um projeto que já navega de vento em popa!

A seguir, algumas notas sobre os principais encaminhamentos.

Grupo de Estudos
Decidimos por rearticular os Grupos de Trabalho e retomar o Grupo de Estudos, que inclusive já tem data para recomeçar: dia 3 de julho, as 19h, local ainda a confirmar. Como essa retomada foi impulsionada pelas provocações do professor José Pacheco, que participou de um evento no Sesc apoiado por esse coletivo, vamos iniciar os estudos aprofundando um pouco nossa leitura a partir das propostas do mestre português. Pedimos a cada participante que leia algum livro ou artigo do professor para depois compartilharmos nossas leituras no dia de estudos. O encontro é livre e o Grupo é aberto, venha, chega mais e participe! Algumas sugestões de leituras foram listadas abaixo, mas podem ser outras, de acordo com a disponibilidade de cada um.

PACHECO, José. Dicionário de valores em Educação. Baixar/Carregar

PACHECO, José. Entre Margens. Coletânea das crônicas publicadas na Revista Educação entre 2007/09, edições 123 a 151. 21 p. Baixar/Carregar

PACHECO, José, et al. Caminhos para a inclusão. Um guia para o aprimoramento da equipe docente. Porto Alegre: Artmed, 2006. Baixar/Carregar

ALVES, Rubem. A escola da Ponte. In: A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir. Campinas: Papirus, 2001. Baixar/Carregar

http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_da_Ponte

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Pacheco

 

Grupos de Trabalho
Articulamos também alguns Grupos de Trabalho, que se encontrarão livremente, de acordo com a vontade de seus participantes e que apresentarão relatórios nos encontros mensais:

GT Eventos
A função desse grupo é articular eventos sobre educação em Sorocaba e Região. Pensamos em montar uma lista com nomes ^de destaque em nossa área, como Tião Rocha, Ana Thomas e Carlos Rodrigues Brandão, para que este GT busque viabilizar a vinda deles para nossa cidade, em parcerias com o SESC, UFSCar, prefeituras e outras instituições.
Esse mesmo grupo se encarregaria também de montar uma lista de filmes para promovermos cinedebates abertos à comunidade.
Outra função seria manter atualizada uma agenda em nosso site com os eventos na região e os principais encontros nacionais.
Por fim, uma lista com indicações de experiências que possamos organizar visitas, como já fizemos ao projeto Ancora.

GT Projeto Espaço Educador
A principal missão desse grupo seria construir um projeto para um espaço Educador, com definição de uma proposta político pedagógica e orçamento completo, a fim de viabilizarmos a captação de recursos.

GT Comunidade de Aprendizagem Gaia
Um grupo de famílias que participam do coletivo Livre Sonhar foi formado recentemente a partir de demandas práticas de cuidados com seus filhos e passaram a reuni-los na casa de uma dessas famílias com revezamento entre os casais e a contratação de uma cuidadora ajudante. Esse grupo tem uma chácara em Araçoiaba que será destinada à construção de uma escola e caminha de maneira totalmente autônoma, sem no entanto se desvincular do Livre Sonhar. Tamo junto!

GT Participação Política
Esse grupo está sendo aqui proposto com o intuito de incidirmos na formação de políticas públicas e garantir a participação da sociedade civil nos espaços estabelecidos, como o Conselho Municipal de Educação.

GT Comunicação
Desde a divulgação dos eventos e encontros, passando pela publicação do desenvolvimento de nossos projetos até a articulação da dinâmica de comunicação interna, esse grupo cuida dos diálogos mediados, ampliando o alcance de nossas ações e contribuindo para a transparência dos processos.

ENCONTROS MENSAIS
E para não esfriarmos mais já agendamos encontros mensais, todas as terceiras quintas-feiras de cada mês, a princípio sempre as 19h na comedoria do SESC Sorocaba. Nossa agenda de encontros mensais fica assim então:

17 de julho
21 de agosto
18 de setembro
16 de outubro
20 de novembro
18 de dezembro

“A educação não é sobre encher baldes, mas sobre acender fogueiras.” William Butler Yeats

Gratidão!

Bruno, pai do Théo.

Encontro Livre Sonhar: Sonho que se sonha junto…

Quarta-feira, dia 18 de junho as 19h na comedoria do Sesc Sorocaba

Na pauta:

  • Jardim do Livre Sonhar: breve histórico e novos rumo;
  • Núcleo Sorocabano da Aliança pela Infância;
  • Perspectivas pedagógicas e grupos de estudo;
  • Agenda de visitas a outros projetos;
  • Oficinas e cinedebates regulares
  • Lançamento do filme “Quando sinto que já sei”
  • Encontros regulares, no mínimo mensais

Confirme sua presença no evento do facebook: https://www.facebook.com/events/481682985311037

“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática.” Paulo Freire

Ahô!

 

ESCOLAS DEMOCRÁTICAS, com José Pacheco e Cláudia Santos

Dia 11/6. Quarta, às 19h no Teatro do Sesc Sorocaba.

Atividade organizada pela equipe de Educação Ambiental do Sesc Sorocaba em parceria com a Enraíze, Soluções Participativas com apoio do Jardim do Livre Sonhar!

José Pacheco, como sempre, foi incrível. Com humor e ironia provocou os presentes com suas as palavras cortantes de alguém que fala o que faz, que é exemplo de vida, luta e obra! Coerente com uma de suas principais lições: “O professor não transmite o que diz, mas aquilo que é!”
Gratidão professor!

Para aqueles que se sentiram tão tocados pelas palavras do mestre que precisam por em prática seus anseios, juntem-se aos sonhadores do Jardim do Livre Sonhar!
https://www.facebook.com/groups/111346402363110/

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62 obras sobre os principais pensadores da educação para download

62 obras sobre os principais pensadores da educação para download

Do Geledés Instituto da Mulher Negra

O Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção, em par­ce­ria com a Unes­co e a Fun­da­ção Jo­a­quim Na­bu­co, dis­po­ni­bi­li­za pa­ra downlo­ad a Co­le­ção Edu­ca­do­res, uma sé­rie com 62 li­vros so­bre per­so­na­li­da­des da edu­ca­ção. A co­le­ção traz en­sai­os bi­o­grá­fi­cos so­bre 30 pen­sa­do­res bra­si­lei­ros, 30 es­tran­gei­ros, e dois ma­ni­fes­tos: “Pi­o­nei­ros da Edu­ca­ção No­va”, de 1932, e “Edu­ca­do­res”, de 1959. A es­co­lha dos no­mes pa­ra com­por a co­le­ção foi fei­ta por re­pre­sen­tan­tes de ins­ti­tu­i­ções edu­ca­cio­nais, uni­ver­si­da­des e Unes­co.

O cri­té­rio pa­ra a es­co­lha foi re­co­nhe­ci­men­to his­tó­ri­co e o al­can­ce de su­as re­fle­xões e con­tri­bui­ções pa­ra o avan­ço da edu­ca­ção no mun­do. No Bra­sil, o tra­ba­lho de pes­qui­sa foi fei­to por pro­fis­si­o­nais do Ins­ti­tu­to Pau­lo Frei­re. No pla­no in­ter­na­ci­o­nal, foi tra­du­zi­da a co­le­ção Pen­seurs de l’édu­ca­ti­on, or­ga­ni­za­da pe­lo In­ter­na­ti­o­nal Bu­re­au of Edu­ca­ti­on (IBE) da Unes­co, em Ge­ne­bra, que reú­ne al­guns dos mai­o­res pen­sa­do­res da edu­ca­ção de to­dos os tem­pos e cul­tu­ras.

In­te­gram a co­le­ção os se­guin­tes edu­ca­do­res/pen­sa­do­res: Al­ceu Amo­ro­so Li­ma, Al­fred Bi­net, Al­mei­da Jú­ni­or, An­drés Bel­lo, An­ton Maka­renko, An­to­nio Gram­sci, Aní­sio Tei­xei­ra, Apa­re­ci­da Joly Gou­veia, Ar­man­da Ál­va­ro Al­ber­to, Aze­re­do Cou­ti­nho, Ber­tha Lutz, Bog­dan Su­cho­dolski, Carl Ro­gers, Ce­cí­lia Mei­re­les, Cel­so Su­cow da Fon­se­ca, Cé­les­tin Frei­net, Darcy Ri­bei­ro, Do­min­go Sar­mi­en­to, Dur­me­val Tri­guei­ro, Ed­gard Ro­quet­te-Pin­to, Fer­nan­do de Aze­ve­do, Flo­res­tan Fer­nan­des, Fre­de­ric Skin­ner, Fri­e­drich Frö­bel, Fri­e­drich He­gel, Fro­ta Pes­soa, Ge­org Kers­chen­stei­ner, Gil­ber­to Freyre, Gus­ta­vo Ca­pa­ne­ma, Hei­tor Vil­la-Lo­bos, He­le­na An­ti­poff, Hen­ri Wal­lon, Hum­ber­to Mau­ro, Ivan Il­lich, Jan Amos Co­mê­nio, Je­an Pi­a­get, Je­an-Jac­ques Rous­se­au, Je­an-Ovi­de De­croly, Jo­hann Her­bart, Jo­hann Pes­ta­loz­zi, John Dewey, Jo­sé Mar­tí, Jo­sé Má­rio Pi­res Aza­nha, Jo­sé Pe­dro Va­re­la, Jú­lio de Mes­qui­ta Fi­lho, Liev Se­mio­no­vich Vygotsky, Lou­ren­ço Fi­lho, Ma­no­el Bom­fim, Ma­nu­el da Nó­bre­ga, Ma­ria Mon­tes­so­ri, Ní­sia Flo­res­ta, Or­te­ga y Gas­set, Pas­cho­al Lem­me, Pau­lo Frei­re, Ro­ger Cou­si­net, Rui Bar­bo­sa, Sam­paio Dó­ria, Sig­mund Freud,Val­nir Cha­gas, Édou­ard Cla­pa­rè­de e Émi­le Durkheim.

Clique no link pa­ra aces­sar: 62 obras sobre os principais pensadores da educação para download

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Fonte: Revista Fórum